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Íntima Traição: Um Jogo Mortal de Mentiras e Desconfiança

  • Foto do escritor: Jéssica Caroline
    Jéssica Caroline
  • 28 de mar.
  • 4 min de leitura

RESUMO: Jang Taesu é um famoso perfilador que tem a capacidade de ver aquilo que os outros nao vêem. Mas dentro de casa, ele nunca conseguiu ler sua filha Habin, que desde criança mostrava traços de psicopatia. Quando uma série de assassinatos começam a see investigados, todas as provas apontam para o envolvimento de Habin. Taesu conseguirá superar as dúvidas que tem sobre sua filha e descobrir o culpado pelos crimes?


Alerta: o drama e a resenha contém elementos que podem despertar gatilhos, como violência, assassinato, inclusive envolvendo crianças e suicídio. Se você não estiver bem, pare e procure ajuda.


Jang Taesu é um famoso criador de perfis criminais, ele tem a capacidade de ler as pessoas e perceber coisas que os outros não percebe, mas dentro de casa, ele não consegue ler a própria filha, Jang Habin, uma adolescente de 18 anos com traços de psicopatia.


A relação entre pai e filha se tornou complexa desde que um estranho acidente envolvendo Habin atingiu a família Jang. Desde então, os pais começaram a notar que a filha era "diferente" o que levou a ruptura definitiva da família.


Mas anos depois, quando Jisu, a mãe de Habin, morre, pai e filha se veem obrigados a conviver debaixo do mesmo teto e é aí que terão que enfrentar a verdade sobre seus segredos enquanto Taesu investiga uma série de assassinatos que parecem estar intimamente relacionados a sua filha.


PERSONAGENS


Jang Taesu (Han Seokkyu): é um famoso perfilador, ou seja, profissional que cria perfis criminais. Ele se mudou para outra cidade desde que se separou da família, mas precisou voltar para sua cidade natal e cuidar de sua filha após o suicídio da ex-esposa. Ele é um homem inteligente e muito admirado pelo seu trabalho, mas dentro de casa, não consegue decifrar o que se passa na cabeça da filha.



Jang Habin (Chae Wonbin): filha de Taesu, desde cedo mostrava sinais de psicopatia, o que tornou sua relação com seu pai insustentável. Sua mãe, apesar de ter ciência dessa realidade, nunca desistiu de tentar "ensinar" a filha a ser "normal".


OPINIÃO SINCERA


⚠️ O trecho a seguir pode conter spoilers. ⚠️


O drama de suspense usa como base a relação conturbada e cheia de desconfiança entre pai e filha para manter parte do suspense da história. Através de flashbacks podemos ver que a família Jang era uma família comum e feliz, mas quando uma tragédia tira um dos membros da família, a frágil relação entre eles começa a se degradar.


Habin sempre foi uma criança "diferente", seu pai, Taesu, que a época já era um grande perfilador, quer chegar ao fundo no que diz respeito à personalidade da filha e seus atos, mas sua mãe, esposa de Taesu, prefere fechar os olhos na esperança de que possa "ensinar" sua filha a ser "normal".


Os primeiros episódios que focam na estranha relação entre pai e filha se passam especialmente dentro da casa da família, onde só moram os dois. As imagens são muito boas, afinal a produção utiliza do cenário recortado e decorado todo em linhas retas, com ângulos filmados em corredores e mal iluminados para expressar o distanciamento e frieza dos dois membros da família.


A questão das investigações criminais também é muito boa. Os crimes aos poucos vão sendo interligados e começamos a criar teorias sobre quem seria o assassino e quais as motivações.


Um detalhe interessante nessa parte é a equipe que trabalha com Taesu. Os investigadores Lee Eojin e Koo Daehong são o completo oposto de uma mesma moeda e ainda assim conseguem coexistir de forma quase sempre pacífica.


Lee Eojin vivida pela atriz Han Yeri é uma policial objetiva. Em sua mente, tudo deve ser preto no branco e os crimes devem ser analisados sob uma perspectiva sem contornos. Já, Koo Daehong vivido pelo Noh Jaewon analisa as coisas de uma visão mais subjetiva e com empatia. Os dois mostram que é impossível se manter em um trabalho como aquele sem se envolver ou se influenciar pelos casos.


Ali pelo meio, o drama perde um pouco seu ritmo, quando mais personagens entram na história e alguns elementos dentro da história são apresentados, trazendo mais perguntas do que resposta.


O bom é que passado o primeiro momento de adaptação com as novas inserções nos apegamos ao drama novamente e entendemos que a relação de Taesu e Habin não é a única relação complexa nessa trama.


Talvez Habin seja uma personagem que irrite um pouco (confesso que ela me irritou em vários momentos), mas a história tenta "justificar" suas atitudes e "humanizar" um pouco a personagem. Algo um pouco complicado, já que Habin não é diretamente nomeada como psicopata, mas fica evidente essa sua característica.


Enfim, "Íntima Traição" começa bem, te faz passar raiva em alguns momentos, mas graças a Deus só tem 10 episódios, e tem um desfecho satisfatório, apesar de incluir personagens desnecessários, na minha opinião.


Conteúdo exclusivo.

Não retirar sem os devidos créditos.

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